Autismo: “Como a dieta curou meu filho”

A Síndrome de Asperger é uma condição psiquiátrica de transtorno do espectro do autismo caracterizada por dificuldades significativas na interação social e comunicação não-verbal, além de padrões de comportamento repetitivos e interesses restritos.


O site “Mail Online” publica a história de Tom, 5 anos, que passava todas as suas viagens de carro e a maioria dos seus dias em silêncio.


Ele vivia trancado em seu mundo, sem interação com aquilo que estava ao seu redor. Tudo isso devido à Síndrome de Asperger.


No jardim de infância enquanto as outras crianças brincavam ele ficava sentado sozinho, envolvido em seus próprios pensamentos e alinhando seus brinquedos de maneira obsessiva.


Mas tudo isso mudou mesmo depois dos médicos dizerem à sua mãe Helen que essa condição era incurável. Helen encontrou um tratamento que melhorou a condição de Tom além do que se poderia imaginar.


Síndrome de Asperger em Tom


Ainda bebê, Tom teve que começar a tomar antibióticos para protege-lo de um vírus que ele pegou ainda no útero de sua mãe e que prejudicou sua saúde de maneira contínua.


Tom vomitava muito quando era bebê e parecia que pegava todas as viroses que apareciam. Relata Helen (38 anos).


Nos dois primeiros anos, Tom dormia por apenas 2 ou 3 minutos e acordava. Aos três anos esse comportamento alterou e Tom dormia excessivamente durante as tardes. A medida que Tom foi crescendo, seus pais, Helen e Paul, começaram a notar outras alterações em seu comportamento. Tom não se parecia com as outras crianças.


“O sinal mais distinto era quando ele ficava animado ou concentrado em algo, ele balançava os braços rapidamente. “ Conta Helen.


Tom se perdia em seu mundo da imaginação. Ele tremia e se revoltava com coisas que crianças “normais” não se importariam.


Familiares e até auxiliares de saúde que o visitavam diziam para Helen que esse comportamento desapareceria a medida que Tom crescesse.


A primeira pessoa que concordou com Helen foi a professora de Tom no jardim de infância. Ela tinha trabalhado com crianças com autismo anteriormente e sugeriu que Helen levasse Tom para ser testado.


O médico da família de Tom disse para Helen e Paul não se preocuparem com esse comportamento, mas após insistirem, Tom foi encaminhado para um especialista que diagnosticou que Tom sofria de Síndrome de Asperger.


Essa condição é uma forma de autismo localizada na menor extremidade do espectro do autismo. Isso quer dizer que o paciente sofre de alguns sintomas do autismo (dificuldade de se relacionar, problemas de comunicação, etc) mas também não tão severos quanto aos sintomas da outra extremidade que pode ser problemas de aprendizado.


A causa da síndrome não é conhecida, mas existem algumas teorias afirmando que fatores físicos (como doenças) afetam o desenvolvimento do cérebro.


Médicos e especialistas diziam para Helen que essa condição era mental e incurável. Helen e Paul chegaram a conclusão de que deveriam aprender mais sobre esta síndrome e Helen começou a pesquisar mais sobre a Síndrome de Asperger. Quanto mais ela aprendia, mais frustrada e com raiva ela ficava.


O especialista que acompanhava o caso de Tom disse à Helen que Tom poderia ser exposto a bulling na escola e Helen ficou decidida a encontrar algo que pudesse ajuda-lo.


Dieta


Por acaso, um dos amigos de Helen participou de um seminário sobre tratamento da Síndrome de Asperger e autismo através da dieta com a Dra. Jean Monro.


A Dra. Jean Monro tinha uma clinica especializada em tratamento para crianças com distúrbios comportamentais, Hemel Hempstead.


Dra. Monro acredita que o autismo e a Síndrome de Asperger são causados por danos ao intestino. A teoria da doutora é de que dar antibióticos para crianças no primeiro ano de suas vidas ou durante a gestação, danifica as paredes do intestino fazendo que fiquem mais porosas.


Isso afeta a maneira como as pessoas com autismo digerem seus alimentos. De maneira geral, o corpo quebra as proteínas na nossa comida em componentes chamados peptídeos. Os peptídeos são então quebrados em partículas menores que podem passar facilmente através das paredes do intestino.


Por acreditar que os antibióticos podem fazer as paredes do intestino ficarem mais porosas, o intestino absorve os peptídeos antes deles serem quebrados de maneira apropriada.